“Primeira embalagem da Indústria 4.0” é desenvolvida pelo Instituto SENAI de Inovação, em Pernambuco

porAutor

“Primeira embalagem da Indústria 4.0” é desenvolvida pelo Instituto SENAI de Inovação, em Pernambuco

O Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias da Informação e Comunicação fica localizado em Recife e tem como objetivo utilizar esses recursos para solucionar problemas e impulsionar o desempenho da indústria através de soluções inovadoras

A RECICLAPAC é uma empresa especializada no desenvolvimento de embalagens reaproveitáveis e inteligentes que utilizam softwares. Em parceria com o Instituto SENAI de Inovação, localizado em Pernambuco, a empresa desenvolveu uma embalagem denominada “a primeira embalagem da Indústria 4.0”. É o que explica CEO da RECICLAPAC, Rogério Junqueira.

“Nós desenvolvemos o que está sendo chamado da primeira embalagem da Indústria 4.0. É uma embalagem inteligente, que se comunica com a montadora, com a rede de fornecedores, a rede de clientes, operadores logísticos, e comunica qualquer problema que possa acontecer no suprimento de matérias-primas, de peças entregue aos clientes”, afirma.

Até 2018, o SENAI vai inaugurar 25 Institutos SENAI de Inovação em 12 estados. Desse total, 21 unidades já são operacionais, com 150 projetos contratados

Segundo Rogério Junqueira, a embalagem possui um dispositivo que atinge praticamente todo o país e manda informações sobre os produtos que serão comercializados para que eles sejam manuseados e distribuídos da melhor maneira. “É um produto totalmente novo, não só no Brasil, mas globalmente. Tanto é que empresas de grande porte se tornaram clientes da RECICLAPAC porque elas experimentaram soluções e não existia uma solução igual em nenhum outro lugar do mundo”, afirma Junqueira.

Instituto SENAI de Inovação

O Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias da Informação e Comunicação fica localizado em Recife e tem como objetivo utilizar esses recursos para solucionar problemas e impulsionar o desempenho da indústria através de soluções inovadoras. É o que explica o Diretor do instituto, Sérgio Soares.

“Você tem que pensar em desafios tecnológicos, que podem ser desde desafios associados à linha de produção delas (as empresas), mas pode ser até algo mais radical ainda. A empresa pode dizer assim: eu queria que você me ajudasse a criar um novo produto, por exemplo. Ou a repaginar o meu produto, reposicionar o meu produto, a mudar os modelos de negócio que eu tenho aqui internamente e eu preciso de tecnologia pra isso. Ou mudar o processo produtivo. Então, a ideia é efetuar tanto processos, quanto produtos. Inovação de processos e inovação de produtos”, defende.

Os Institutos SENAI de Inovação foram desenvolvidos com o objetivo de criar soluções ágeis e inovadoras voltadas para a indústria. Com os institutos, as empresas brasileiras estão mais preparadas para enfrentar os desafios do futuro, de grande competição global e forte transformação tecnológica. Em Recife, o instituto atua no desenvolvimento de pesquisas, conceitos e visibilidade de novos processos, soluções customizadas para softwares e integração de sistemas voltados para tecnologias da informação e comunicação.

Os institutos estão instalados próximos a complexos industriais e universitários, com o objetivo de facilitar o fluxo de conhecimento científico e tecnológico. Segundo Sérgio Soares, o instituto voltado para Tecnologias da Informação e Comunicação fica localizado em Pernambuco pois a estrutura regional favorece o desenvolvimento da área.

“Eles (os institutos) estão localizados no estado por diferentes motivos. Ou é porque, por exemplo, é o nosso caso aqui, tem um ecossistema muito forte naquela área. Então aqui tem o Porto Digital, por exemplo, tem um ecossistema muito forte na área de tecnologia da informação e comunicação. Então a gente conseguiu atrair para cá esse instituto. Tem uma universidade que é das melhores nessa área também. Então a gente tem, digamos assim, expertise, massa crítica para tocar esse instituto”, afirma.

Apesar de estar localizado em solo pernambucano, o Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias da Informação e Comunicação atende empresas de todo o país. Foram desenvolvidos mais de 70 projetos desde agosto de 2014 no local, sendo que aproximadamente 85% deles foram feitos para empresas de fora do estado de Pernambuco. Segundo o Diretor do Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias da Informação e Comunicação, Sérgio Soares, o órgão já desenvolveu trabalhos para diversos setores da indústria. “Os projetos são das mais diversas áreas. Vão desde projetos para a área automotiva, por exemplo, com multinacionais, passando por projetos com médias empresas também, na área de alimentos e bebidas, também com empresas grandes nessa área. Projetos na área de óleo e gás, na área de energia”, afirma.

O CEO da RECICLAPAC, Rogério Junqueira, destaca o trabalho desenvolvido no Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias da Informação e Comunicação. “Um trabalho de altíssimo nível. Um pessoal muito profissional, que está à frente, com o que há de melhor em tecnologias no mundo. Porque hoje em dia, tecnologia é global, e eles estão muito sintonizados com isso”, destaca.

Inovação no Brasil

O Brasil ganhou cinco posições no Índice Global de Inovação divulgado neste ano, subindo do 69º para o 64º lugar em um ranking de 126 países. O 64º lugar é melhor do Brasil desde 2014. Nos dois últimos anos, o Brasil ficou estagnado na 69ª posição. Entre as áreas em que o país se destacou estão gastos com P&D, importações e exportações líquidas de alta tecnologia; qualidade de publicações científicas; e universidades, especialmente as de São Paulo (USP), Campinas (Unicamp) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Até 2018, o SENAI vai inaugurar 25 Institutos SENAI de Inovação em 12 estados. Desse total, 21 unidades já são operacionais, com 150 projetos contratados.

Propostas da Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), entregou um documento com 43 propostas voltadas para o desenvolvimento da indústria nacional aos candidatos à Presidência da República. Entre as recomendações, o plano possui uma agenda de políticas voltadas para a inovação. Segundo o arquivo, a competitividade das empresas depende, cada vez mais, da sua capacidade de inovar. De acordo com a CNI, no Brasil, os mecanismos de suporte às atividades de inovação ainda não se mostram capazes de alavancar os resultados desejados e a qualidade da governança é uma questão chave e afeta a consistência das políticas de inovação.

 

Por Paulo Henrique Gomes

 

Sobre o Autor

Autor editor

Deixe uma resposta