TCE emite alertas sobre contratações de pessoas sem concurso na PMJP; Em CG, Romero tem mais de 7,6 mil apadrinhados

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TCE emite alertas sobre contratações de pessoas sem concurso na PMJP; Em CG, Romero tem mais de 7,6 mil apadrinhados

Em meio as denúncias de corrupção e nepotismo que envolvem a gestão do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), o gestor campinense vem dando continuidade ao aumento de servidores sem concurso na prefeitura, muito destes parentes diretos do prefeito. Segundo levantamentos feitos no Sagres, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) o gestor vem desde janeiro deste ano de 2019, até o mês de junho, aumentando o número de comissionados e pessoas contratadas por excepcional necessidade. Em junho a PMCG apresenta exatos 7.666 pessoas contratadas sem concurso que custaram aos cofres públicos neste referido mês R$ 11.370.847,60. Ocorre que ontem (11.09) e nesta quinta-feira (12.09), o TCE-PB emitiu alertas no seu Diário Eletrônico sobre a contratação de pessoas sem concurso na prefeitura de João Pessoa.

Segundo o Sagres, estes 7.666 servidores estão divididos entre (comissionados e pessoas contratadas por excepcional necessidade), em pastas como a PMCG, o Fundo Municipal de Saúde, o Fundo Municipal de Assistência Social, a STTP, Urbema, AMDE e IPSEM, que tem recursos próprios. Ambos podem ser vistos no link do TCE-PB: https://sagres.tce.pb.gov.br/municipio_index.php

Pelo menos 12 parentes de vereadores e de pessoas ligadas ao alto escalão político de Campina Grande estão inseridos na folha de pessoal do município com gordos salários. Os vencimentos chegam a passar de R$ 14 mil. Veja mais: https://www.clickpb.com.br/politica/denuncia-aponta-parentes-de-vereadores-e-aliados-em-cargos-comissionados-na-prefeitura-de-cg-255788.html

PMJP – O TCE-PB emitiu alerta para a Prefeitura de João Pessoa, sob responsabilidade do prefeito Luciano Cartaxo (PV), para tomar providências com relação a legalidade das contratações por excepcional interesse público na gestão. A informação está publicada na edição desta quarta-feira (11) e quinta-feira (12) do Diário Oficial Eletrônico do órgão.

De acordo com o Conselheiro André Carlo Torres, atualmente em João Pessoa as contratações deste tipo constituem fato passível de comprometer os custos ou os resultados dos programas governamentais ou, até mesmo, a regularidade na gestão orçamentária.

Já na PMCG – Dentre os parentes identificados pelo TCE-PB estão a esposa do deputado estadual Moacir Rodrigues e cunhada do prefeito Romero Rodrigues. Giovanna Karla Barros Fernandes do Carmo lotada no Gabinete do prefeito com salário de R$ 14.196. Também consta na folha da PMCG Betânia Ligia de Araújo, tia da primeira dama, esposa do gestor em questão, que exerce o cargo de provimento em comissão de Gerente da Vigilância Sanitária. Outra parente direta é a Sra. Carine Moura, irmã da primeira dama do município, Micheline Rodrigues, ocupando o cargo de Gerente de Abastecimento Farmacêutico da Secretaria de Saúde de Campina Grande – PB, cargo em provimento de comissão.

Também estão ocupando cargos na PMCG esposas, filhos e filhas e primos de vários aliados do prefeito Romero Rodrigues.  Veja mais: http://www.caririemacao.com/1/2018/07/16/prefeito-romero-rodrigues-e-denunciado-por-empregar-parentes-com-altos-salarios-na-prefeitura-de-campina/

Parentes também do ex-senador Cássio Cunha Lima, primo do prefeito, ocupam diversos cargos na gestão como Germana Cunha Lima, que é prima do senador, ganhando R$ 5,8 mil. Veja mais detalhes: http://blogdodiegolima.com.br/2018/01/08/parentes-e-aliados-de-cassio-recebem-altos-salarios-da-pmcg/

Operação Famintos

A mais recente denúncia contra o prefeito de Campina, recai sobre a ‘Operação Famintos’, as investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB), mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões. A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

 

Redação com PBNews

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