Canavieiros do NE debatem a repercussão e medidas para reduzir o impacto da importação de etanol dos EUA para o Brasil

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Canavieiros do NE debatem a repercussão e medidas para reduzir o impacto da importação de etanol dos EUA para o Brasil

O aumento do volume subsidiado de etanol importado dos Estados Unidos para o Brasil e sua repercussão no mercado nacional, especialmente, no Nordeste que está em plena safra, e quais alternativas para reduzir esse impacto negativo no mercado produtor regional foi o mote de uma reunião, realizada esta segunda-feira (09), em Recife. Convocada pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), o encontro contou com a participação de representantes do setor de vários estados do Nordeste e foi realizada na sede da Associação de Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).

“Quem faz parte desta cadeia produtiva está muito apreensivo desde que o governo federal ampliou a cota de importação do etanol subsidiado dos EUA e nós, que produzimos no Nordeste e estamos em plena safra, caso o governo não destine boa parte deste montante ao sudeste, seremos extremamente prejudicados com essa medida”, destaca o presidente da Unida e também da Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

O dirigente canavieiro lembra que a cota foi ampliada de 600 milhões de litros para 750 milhões e que o governo fez exatamente o contrário do que tinha pedido o setor. “A expectativa era de que não haveria mais cota para importação do etanol americano e para nossa surpresa, não só se manteve a cota como também se ampliou com acréscimo de 150 milhões de litros”, reclama José Inácio, que clama agora por uma contra partida do governo que amenize os impactos desta situação.

Como sugestão, tirada da reunião desta segunda-feira, está o aumento da cota americana de exportação de açúcar que, atualmente, é de 157 mil toneladas. Para o setor essa cota, que é restrita ao mercado nacional nordestino, deveria passar para 300 mil toneladas. Outra reivindicação é que esse etanol importado seja dividido para todo o Brasil e não apenas para o Nordeste e só entre no mercado nordestino nos meses de junho, julho e agosto quando há déficit do produto para suprir o mercado local. E como outra alternativa, o setor sugere que o governo volte a pagar a subvenção aos produtores do Nordeste que competem em condições de desigualdade em relação aos do Sudeste do país.

Para o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima, o governo precisa criar uma saída para não prejudicar, ainda mais, a safra atual no Nordeste. “Estamos em plena safra que começou agora em setembro e vai até março ou abril de 2020. Nós não temos como concorrer com o etanol de milho vindo dos EUA uma vez que ele já é subsidiado lá e ainda tem uma isenção de 20% para entrar no mercado brasileiro. Isso é injusto com o setor”, reitera Alexandre Lima.

Assessoria de Imprensa 

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