Categoria Brasil

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Possível ministro da Agricultura de Bolsonaro é criticado após dizer que “há mais espaço para desmatamento”

Luiz Antônio Nabhan Garcia, presidente da União Democrática Ruralista, também defendeu a saída do Brasil do Acordo de Paris

Líder nas pesquisas de intenções de votos para a presidência da República, Jair Bolsonaro já ventila possíveis nomes para seus ministérios. E um deles causa polêmica antes mesmo da indicação. A fala de Luiz Antônio Nabhan Garcia, presidente da União Democrática Ruralista e cotado como ministro da Agricultura de Bolsonaro, de que “há espaço para mais desmatamento na Amazônia” foi duramente criticada por ambientalistas.

Em nota oficial, o Greeenpeace classificou como infeliz e ultrapassada a opinião de Nabhan. A ONG também criticou a possibilidade de união entre os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, ideia defendida por Jair Bolsonaro.

Na declaração dada ao jornal O Estado de S. Paulo nesta semana, Nabhan classificou como absurdo “falar em desmatamento zero”. Ele também defendeu a saída do Brasil do Acordo de Paris, que propõe medidas de redução de emissão dióxido de carbono a partir de 2020 e foi assinado em 2015 por 195 países.

Nesta semana, presidentes das federações estaduais de agricultura e pecuária e o presidente da CNA, João Martins, declaram oficialmente apoio pessoal à Jair Bolsonaro através de uma nota conjunta. Líder ruralista, Nabhan é o principal articulador de Bolsonaro no setor do agronegócio.

 

Reportagem: Raphael Costa

 

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Cruzeiro conquista o hexa da Copa do Brasil

Raposa bate Corinthians fora de casa e se torna maior campeão do torneio

Brasil em azul celeste. Na noite da quarta-feira (17), o Cruzeiro derrotou o Corinthians, fora de casa, por dois a um e levantou a taça da Copa do Brasil pelo segundo ano consecutivo. Esse foi o sexto título da Raposa, que agora é o maior campeão da competição.

Apesar da vantagem mínima conquistada na primeira partida, o Cruzeiro não se apegou ao resultado e foi para cima do Corinthians, diante de mais de 46 mil presentes na casa do time paulista. Aos 27 do primeiro tempo, Robinho abriu o placar para a equipe mineira após rebote.Pouco tempo após a volta ao segundo tempo, aos sete minutos, a arbitragem marcou pênalti para o Corinthians com ajuda do árbitro do vídeo.

Jadson bateu e deixou tudo igual. Aos 24 Pedrinho acertou belo chute de fora da área, encobrindo goleiro cruzeirense, mas mais uma vez o árbitro de vídeo apareceu na decisão e anulou o gol por conta de uma falta de Jadson em Dedé. Arrascaeta, que estava com a seleção uruguaia e fez um vôo de 25 horas do Japão ao Brasil antes da partida, entrou no segundo tempo e aos 36, após passe magistral de Raniel em um contra-ataque, marcou e decretou a vitória Cruzeirense. Final, Corinthians um, Cruzeiro dois.

Além de levantar pela sexta vez o título da Copa do Brasil, a segunda em dois anos, o time Celeste também embolsou o cerca de R$ 62 milhões e já garantiu uma vaga na fase de grupos da Libertadores do ano que vem. Parabéns, Cruzeiro cabuloso!

Cruzeiro é o campeão da Copa do Brasil

Reportagem: Raphael Costa

 

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Governo volta atrás e decide que horário de verão deve começar no dia 4 de novembro

O Palácio do Planalto chegou a anunciar o adiamento do horário para 18 de novembro, porém voltou atrás da decisão após estudo de viabilidade

Foto: Governo Federal

Depois de muito vai e vem o Palácio do Planalto decidiu que irá manter o começo do horário de verão para o dia 4 de novembro. Normalmente, o horário tem início em outubro, mas, por conta do segundo turno das eleições, a mudança foi adiada.

Como o dia 4 de novembro cai no mesmo dia do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, o Ministério da Educação solicitou ao presidente Michel Temer que a data do início do horário de verão fosse adiada para não prejudicar os candidatos.

No começo do mês, o governo federal chegou a anunciar que iria adiar a data para o dia 18 de novembro, mas agora, depois de um estudo de viabilidade feito pelos ministérios de Minas e Energia e Transportes, foi concluído que a nova mudança seria inviável.

Ou seja, no dia 4 de novembro, os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país devem adiantar os relógios em uma hora. Agora, o leste do Amazonas, Roraima e Rondônia deixam o relógio atrasado em duas horas em relação a Brasília. Já o Acre e a parte oeste do Amazonas atrasam o relógio em três horas em relação ao horário oficial do país.

Reportagem: Cintia Moreira

 

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Haddad afirma que vai mudar toda a equipe econômica se vencer as eleições

O presidenciável disse que está conversando com pessoas de alta respeitabilidade, pois quer montar a melhor equipe que o país já teve

Foto: Agência Brasil

Nesta terça-feira (16), o candidato à presidência da República, Fernando Haddad, afirmou que, se vencer as eleições, vai mudar toda a atual equipe econômica.

Segundo ele, essa é uma estratégia que o diferencia de Jair Bolsonaro, que pretende manter quem está na equipe econômica hoje em dia. Em entrevista coletiva, Haddad disse que, se for eleito, a partir do dia 1º de janeiro, a equipe do Temer sai e irá entrar uma nova equipe.

Ao ser questionado sobre quem poderá fazer parte do futuro governo, Haddad disse que tem feito sondagens a pessoas que ele respeita, independentemente de partido político.

O presidenciável disse que está conversando com pessoas de alta respeitabilidade, pois quer fazer um governo mais amplo possível e montar a melhor equipe que o país já teve.

A tarde, Haddad concedeu entrevista a Rádio Jovem Pan de São Paulo e disse que, nos 18 anos de vida pública, com 55 anos de idade, nunca teve um gesto de deselegância com pessoas que ele tenha algum tipo de divergência. Segundo ele, alguém que pretende governar o Brasil precisa ter postura e saber dialogar para não “arrebentar o país”.

Na noite desta segunda-feira (15), em Fortaleza, Cid Gomes disse, em um evento de apoio a Haddad, que o PT deveria fazer um “mea culpa”, ou seja, pedir perdão, fazer a confissão da própria culpa, e que, se não fizer isso, será “bem feito perder a eleição” para Jair Bolsonaro (PSL).

Nesta terça-feira (16), no que se refere a rixa entre os irmãos Ciro e Cid Gomes, Haddad disse que eles “ficaram ressabiados com o PT por razões locais do Ceará”, mas que sabe que o problema não é com ele. Haddad disse que é muito amigo dos dois, que o respeito por eles continua o mesmo e que deseja que eles participem da campanha dele.

Um dia depois de criticar o PT, o senador eleito Cid Gomes escreveu no Facebook que o candidato do partido à Presidência, Fernando Haddad, “é infinitamente melhor que o Bolsonaro”.

Reportagem: Cintia Moreira

 

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Morre aos 78 anos o jornalista Gil Gomes

Ele sofria com mal de Parkinson e passava por complicações de saúde

O jornalista Gil Gomes morreu, na manhã desta terça-feira (16), após uma série de complicações de saúde. Ele tinha 78 anos, sofria com mal de Parkinson e estava internado no Hospital São Paulo.

Gil Gomes ficou bastante conhecido por utilizar o bordão “Aqui agora”, no final de suas reportagens para o programa televisivo de mesmo nome, veiculado no SBT, na década de 90.

Na noite de ontem (15), passou mal em casa e chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou até a unidade médica. A confirmação da morte ocorreu nesta madrugada.

De acordo com informações do site Metrópoles, atualmente, o jornalista contava apenas com o apoio da família. Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento.

Na internet, profissionais e fãs lamentaram a morte:

Mílton Jung

@miltonjung

Morreu o comunicador e radialista Gil Gomes aos 78 anos — soube como poucos usar o rádio para mexer com a imaginação do ouvinte

M’Boi Mirim@mboimirim1

Morre Gil Gomes aos 78 anos em São Paulo . O ex-repórter policial estava internado no Hospital São Paulo. Uma grande perda para comunicação e história do radio. Descanse em paz!

criador de memes@marthinetto

Faço parte da geração que morria de medo mais da voz do Gil Gomes narrando as histórias que o povo conta do que da própria história em si

 

Por Noticia ao Minuto

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Os números da 1ª pesquisa Ibope da disputa entre Haddad e Bolsonaro no 2º turno

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (15) os números da sua primeira pesquisa sobre o segundo turno da eleição presidencial. Resultado é animador para a campanha de Jair Bolsonaro (PSL).

O candidato de extrema-direita tem 59% dos votos válidos, enquanto Fernando Haddad (PT) soma 41%.

A pesquisa Ibope foi feita entre os dias 13 e 14 de outubro com 2.506 entrevistados em todo o Brasil.

O intervalo de confiança da pesquisa é de 95%. Segundo o Ibope, isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

VOTOS VÁLIDOS

JAIR BOLSONARO — 59%
FERNANDO HADDAD — 41%

Os votos válidos são aqueles usados pela Justiça Eleitoral para determinar o resultado da eleição. São os votos dados diretamente em um dos candidatos, descontados os brancos e nulos.

No primeiro turno, Bolsonaro teve 46,03% dos votos válidos (quase 50 milhões de votos). Haddad ficou com 29,28% (cerca de 30 milhões de votos).

VOTOS TOTAIS

JAIR BOLSONARO — 52%
FERNANDO HADDAD — 37%
Brancos e nulos — 9%
Indecisos — 2%

Os números da pesquisa Ibope divulgados hoje são semelhantes aos do levantamento do Datafolha publicados na semana passada (relembre aqui).

Ou seja, passados mais de 7 dias do início do segundo turno turno, nada mudou.

 

Ibope

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Em visita ao Bope, Bolsonaro afirma que “quem vai mandar no Brasil serão os capitães”

Declaração foi dada pelo candidato ao prestar continência ao tenente-coronel Alex Benevenuto Santos, comandante da tropa especial da PM do Rio

Em agenda de campanha, Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL, visitou nesta segunda-feira (15) a sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, no Rio de Janeiro.

Foto: Redes Sociais de Jair Bolsonaro

No encontro, o presidenciável lembrou que tem a segunda maior bancada em Brasília, “sem televisão, sem fundo partidário, sem nada”. Disse também que é preciso acreditar, tentar mudar e buscar fazer a coisa certa. Se eleito, o militar afirmou ainda que colocará “um dos nossos lá em Brasília”.

Ao saudar o comandante do Bope, tenente-coronel Alex Benevenuto Santos, o candidato brincou e disse que apesar de estar “dando continência para o coronel, quem vai mandar no Brasil serão os capitães”.

No Twitter, o candidato também mandou um recado aos professores de todo o país nesta segunda-feira (15). Na rede social, disse que a inversão de valores dificulta a autoridade do profissional em sala de aula, o que gera agressão, desrespeito e humilhação. Bolsonaro enfatizou ainda que resgatar a referência que os professores sempre representaram é também uma forma de valorizá-los.

Reportagem: Cintia Moreira

 

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Senadores eleitos acumulam dívida de R$ 65 milhões com a União

Levantamento foi feito com os 54 parlamentares que conseguiram a vitória nas urnas esse ano

Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) revelam que pelo menos 12 dos 57 senadores eleitos ou reeleitos estão inscritos na dívida ativa por pendências previdenciárias e outros tipos de tributos não pagos. O levantamento, feito pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, inclui dívidas vinculadas ao CPF e CNPJ de empresa nas quais os eleitos são sócios.

Com a maior dívida contraída em nome de pessoa jurídica, o senador reeleito pelo Pará, Jader Barbalho (MDB), acumula 57 milhões e setecentos mil reais em débitos. Em segundo lugar, como pessoa física, aparece o estreante Oriovisto Guimarães, do Podemos. Com patrimônio declarado de R$ 239 milhões, o novo senador deve 5 milhões e quinhentos mil reais.

Além de dívidas com a União, alguns senadores também respondem a ações movidas na Justiça do Trabalho, como é o caso de Eduardo Girão (PROS), eleito pelo Ceará. O parlamentar é alvo de cinco processos por meio de companhias dos ramos de segurança e distribuição. As ações tramitam no Tribunal Regional do Trabalho da 3.ª Região (TRT-3), em Minas.

Reportagem: Lorena Fraga

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Questionado a respeito de indulto a Lula, Haddad diz ver processo frágil

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, voltou a afirmar, ao ser questionado sobre a possibilidade de conceder indulto a Lula, que isso não é o que o ex-presidente deseja.

“Ele não pede. É engraçado vocês me pedirem para me posicionar sobre algo que o presidente não está pedindo. Ele está pedindo um julgamento justo”, disse Haddad, em entrevista publicada no último domingo (14) pelo jornal El País.

Ele acrescentou que “a maioria vê uma fragilidade enorme” no processo sobre o ex-presidente. Lula está preso desde abril, e a hipótese de indulto já chegou a ser discutida dentro do PT. A legislação prevê a possibilidade de o presidente dar esse benefício a condenados, mas a iniciativa de maneira individual é rara.

Também neste domingo, Haddad questionou a difusão de notícias falsas pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL). “Aí eles dizem: ‘mas eu não posso me responsabilizar’. Mas quem está pagando por tudo isso? Será que custa barato fazer essa campanha por WhatsApp?”

Haddad listou mentiras das quais seria vítima. Ele questionou o comportamento de Carlos Bolsonaro, filho do adversário, que reproduziu uma notícia falsa dizendo que o petista defendera o incesto.

A publicação –um tuíte com um texto do escritor Olavo de Carvalho– dizia que o petista pregava a derrubada do tabu do incesto. Carvalho apagou o texto, explicando-se depois. Mas Carlos Bolsonaro o manteve com a pergunta: “É isso que você quer ver governando o país?”.

“Qual o limite da loucura do meu adversário? Acusar um oponente de defender o incesto?”, questionou Haddad.

Ele também reagiu a declarações de Bolsonaro de que, se eleito, transformará o Brasil na Venezuela: “É jogo de cena para desviar a atenção sobre o passado dele, que elogia torturador, que diz para uma colega de Parlamento que não a estupra porque ela não merece”.

O presidenciável afirmou ainda que Bolsonaro não o enfrenta em debate porque seria confrontado sobre a origem de mentiras difundidas nas redes sociais.

 

FOLHAPRESS

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Insatisfeito no PSDB, Romero pode trocar o ninho tucano pelo PSL de Bolsonaro

Não é de hoje que o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) demonstra insatisfação com a legenda. Há um tempo, Romero vem defendendo uma reoxigenação do partido e avaliando a possibilidade de deixar a sigla.

Passado o período eleitoral, a saída do prefeito do ninho tucano é dada como certa. Romero é amigo pessoal do vice-presidente nacional do PSL e deputado federal eleito, Julian Lemos. Através do deputado eleito, o prefeito se aproximou bastante de Bolsonaro nos últimos meses.

A migração ainda não é certa, mas nos bastidores, comentam-se sobre a hipótese de Rodrigues se filiar ao partido de Jair Bolsonaro. A troca de afagos entre o presidenciável e Romero tem sido uma forte sinalização da mudança.

 

Anderson Soares