Categoria Brasil

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Senador Raimundo Lira é homenageado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal

O Senador Raimundo Lira (PSD-PB) foi homenageado nesta terça-feira (11) pelos membros da Comissão de Assuntos Econômicos – CAE do Senado Federal. A homenagem foi prestada porque foi Lira o fundador da Comissão, quando exercia o seu primeiro mandato no Senado; e também pelo seu trabalho, nas oportunidades em que esteve na CAE, como presidente ou membro titular.

Na oportunidade, foi feita a aposição do retrato do Senador Raimundo Lira como fundador e primeiro Presidente da CAE. É que, além de fundador, Raimundo Lira foi eleito Presidente da Comissão para o primeiro biênio, entre 1989 e 1990; e depois, foi reeleito Presidente para um segundo mandato, de 1992 a 1993.

Nestes últimos quatro anos, após o seu retorno ao Senado Federal, Raimundo Lira foi eleito Presidente interino, de dezembro de 2015 a março de 2016; e, também, eleito Vice-Presidente para o biênio 2015-2016.

Estavam presentes na homenagem o atual Presidente da CAE, Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o Vice-Presidente, Senador Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), além dos Senadores Otto Alencar (PSD-BA), Roberto Rocha (PSDB-MA), Waldir Raupp (MDB-RO), Vicentinho Alves (PR-TO) e a Senadora Regina Sousa (PT-PI).

A CAE é composta por 27 Senadores titulares e 27 suplentes. Responsável por deliberar os Projetos de Lei que tratam de assuntos relacionados à economia, ela fiscaliza, discute e vota assuntos que dizem respeito às questões econômicas do País, além de escolher as autoridades diretoras de instituições econômicas, como o Banco Central.

Assessoria de Imprensa

Gabinete do Senador Raimundo Lira – PSD-PB

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Embrapa quer melhorar o perfil econômico do Nordeste

Entre os 10 estados mais pobres do Brasil pelo critério do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o IBGE, cinco estão no Nordeste. Pela ordem: Sergipe, Piauí, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Já pelo critério de rendimento real domiciliar abaixo de um mil reais por ano, a região também é muito tímida e tem cinco estados com menor renda. O Maranhão está no último lugar com um rendimento médio de R$ 710,00.
A Embrapa quer ajudar a melhorar essa estatística, alterando a dinâmica da economia da região, transferindo tecnologias e alcançando o maior número possível de produtores rurais. Um plano de desenvolvimento agropecuário para o Nordeste será construído e encaminhado à futura ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a pedido dela própria, quando participou em novembro último de uma reunião na sede da Embrapa, em Brasília, com os chefes de unidades da empresa.
Nesta quarta-feira 12, durante todo o dia, em Teresina, os chefes gerais das oito unidades da empresa no Nordeste vão se reunir, apresentar diagnósticos e sugerir projetos que possam mudar o perfil sócio-econômico da agropecuária nordestina. O encontro começa às 8 horas, na sede da Embrapa Meio-Norte. A unidade do Piauí vai apresentar a proposta do programa Aliança para a Inovação Tecnológica no Meio-Norte, reunindo oito projetos focando sistemas de produção nas áreas de caprino, ovinos, fruticultura, apicultura, manejo de solo e água.

Participam da reunião os chefes gerais Lucas Antônio de Sousa Leite – Agroindústria Tropical (Fortaleza/CE); Liv Soares Severino – Algodão (Campina Grande/Pb); Marco Aurélio Delmondes Bonfim – Caprinos e Ovinos (Sobral/CE); Maria de Lourdes Brefin – Cocais (São Luís/MA); Luiz Fernando Leite – Meio-Norte (Teresina/PI); Alberto Duarte Vilarinhos – Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/BA); Pedro Carlos Gama da Silva – Semiárido (Petrolina/PE); e Marcelo Ferreira Fernandes –Tabuleiros Costeiros (Aracajú/SE).

Números do atraso

Mesmo com alguns avanços na produção de grãos, frutas e cana-de-açúcar pelo agronegócio, o atraso na agricultura da maioria dos estados nordestinos tem origem na própria realidade dos produtores. Segundo o Censo Agropecuário 2017, divulgado em julho último pelo IBGE, mostra o Piauí, por exemplo, não muito bem. Vejamos: 41,85% do produtor não sabe ler e nem escrever; e 32,14% têm mais de 60 anos, idade que já pesa negativamente na atividade. No uso de insumos modernos, apenas 1,6% aplicam calcário na correção do solo; e 0,91% fazem adubação química e orgânica. O censo mostra também a fragilidade em áreas de grande importância para o crescimento de qualquer sistema de produção agrícola: apenas 1,35% trabalham com irrigação e 96,56% não recebem assistência técnica.
Fernando Sinimbu (654 MTb/PI)
(86) 3198-0518
meio-norte.imprensa@embrapa.br
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Após ser diplomado como presidente, Bolsonaro diz que Brasil vive um “novo tempo”

Na cerimônia, além de Bolsonaro, o TSE também diplomou o vice-presidente eleito, General Hamilton Mourão

Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro foi diplomado, na última segunda-feira (10), pelo Tribunal Superior Eleitoral e agora está apto para assumir o comando do Palácio do Planalto a partir do dia 1º de janeiro de 2019.

A diplomação, segundo a Constituição Federal, é obrigatória para que todos os eleitos possam tomar posse. O título atesta que o político cumpriu todos os requisitos previstos pela legislação eleitoral e, assim, pode exercer o mandato eletivo.

Na cerimônia, além de Bolsonaro, o TSE também diplomou o vice-presidente eleito, General Hamilton Mourão.

Candidato pelo Partido Social Liberal, Jair Bolsonaro foi eleito em 2º turno com 57,7 milhões votos. Na campanha, Bolsonaro e Mourão apresentaram uma arrecadação de R$ 4,3 milhões, gastando pouco mais da metade deste valor, R$ 2,8 milhões. As contas foram aprovadas com ressalvas pelo TSE.

Após receber o diploma de presidente da República das mãos da presidente do TSE, ministra Rosa Weber, Bolsonaro fez um breve discurso, agradeceu o apoio da família e afirmou que a partir de 2019 o Brasil viverá “um novo tempo”.

“Senhoras e senhores, vivenciamos um novo tempo. As eleições de outubro revelaram uma realidade distinta das práticas do passado. O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes. Nesse novo ambiente a crença na liberdade é a melhor garantia de respeito aos altos ideais que balizam a nossa Constituição”.

Ainda em seu discurso, o presidente eleito garantiu que a partir de 1º de janeiro governará “em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade, ou religião”.

Reportagem – João Paulo Machado

Fonte: Agência do Rádio

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Caravana da Boa Vontade chega às cidades de Dona Inês, Sapé e Alagoa Grande

A Legião da Boa Vontade inicia a entrega, a milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil e no Estado da Paraíba, das cestas com os alimentos não perecíveis arrecadados por meio da edição 2018 da tradicional campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia!

Caravana da Boa Vontade chega às cidades de Dona Inês, Sapé e Alagoa Grande.

Na Paraíba, nos dias 11 e 13 de dezembro, a sua doação vai chegar às famílias da zona rural dos municípios de Dona Inês, Sapé e Alagoa Grande com alimentos que oferecerá um Natal digno, feliz e farto.

Na sexta-feira, 14 de dezembro, às 14h30, na sede da LBV em Campina Grande, será a vez de centenas de famílias assistidas pela Instituição ao longo do ano, oriundas das comunidades de Novo Horizonte; Ressurreição; Novo Cruzeiro; Velame; Cruzeiro; Distrito dos Mecânicos e Industrial. A unidade socioeducacional da LBV está localizada à Rua: Bráulio Araújo de Gusmão – 402 – Distrito Industrial. (Na antiga escola professora Margarida da Mota Rocha).

Já no dia 18 de dezembro, 16h, em João Pessoa, serão as famílias residentes nas comunidades de Jaguaribe, Distrito Mecânico, Renascer, Cruz das Armas, Oitizeiro, Varadouro e Ilha do Bispo, beneficiadas pela Instituição, por meio de seus programas socioeducativos. A solenidade de entrega das cestas, vai acontecer na Sede da LBV, localizada na Rua das Trincheiras, 703 – Bairro Jaguaribe, próximo a Embratel, o evento contará com apresentações culturais e artísticas natalinas preparadas com muito carinho pelas crianças e idosos da Instituição.

No Estado, a LBV beneficia mais de mil famílias com 25 toneladas de alimentos arrecadadas com a generosidade da sociedade paraibana.

Caravana da Boa Vontade chega às cidades de Dona Inês, Sapé e Alagoa Grande.

Ação solidária

Ainda dá tempo de ajudar! Entre no site www.lbv.org ou ligue para o telefone 0800 055 50 99 para participar dessa iniciativa. Para saber como está ocorrendo a entrega das cestas de alimentos em todo o Brasil, basta acessar os canais da LBV no Facebook (LBVBrasil) e no Instagram (LBVBrasil).

 

Serviço: Entrega de cestas de alimentos Campanha Natal Permanente da LBV

Local:

Dona Inês, Sapé e Alagoa Grande

Dia: 11 e 13 de dezembro –

Comunidades rurais de Caiana dos Crioulos, Usina Tanques (AG). Em Dona Inês, a comunidade dos Remanescentes do Quilombo Cruz de Menina e Sapé (Cuba de Baixo e de Cima, Mutirão, Bela Vista e Bairro Novo.

 

Campina Grande

Dia: 14 de de dezembro às 14h30

Endereço: Rua: Bráulio Araújo de Gusmão – 402 – Distrito Industrial. (Na antiga escola professora Margarida da Mota Rocha).

 

João Pessoa

Dia: 18 de dezembro – 16h

Endereço: Sede da LBV à Rua das Trincheiras, 703 – Bairro: Jaguaribe – próximo a Embratel.

 

Assessoria – LBV

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INDICADORES: Café sofre alta no preço nesta segunda (10)

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho registrou redução de 0,82% e é negociada a R$ 37,49

A saca de 60 quilos do café arábica começou a segunda-feira (10) com queda de 0,42% no preço e é vendida a R$ 427,62 na cidade de São Paulo. O café robusta também apresentou redução no valor. A baixa foi de 0,41% e a saca é comercializada a R$ 317,60 para retirada no Espírito Santo.

O açúcar cristal apresentou aumento de 0,18% no preço e o produto é vendido a R$ 68,46 em São Paulo. Já em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, aumentou 1,41% e a mercadoria é comercializada a R$ 68,21.

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho registrou redução de 0,82% e é negociada a R$ 37,49. Em Campinas, em São Paulo, o produto teve queda de 2,40% no valor e a saca é comercializada a R$ 36,19. Em Cascavel, no Paraná, o preço é R$ 35. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o produto é vendido a R$ 25. Em Barreiras, na Bahia, o preço a vista é R$ 32,25. Os valores são do Canal Rural e Cepea.

Reportagem – Paulo Henrique Gomes

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INDICADORES: Boi gordo tem alta no preço enquanto frango não sofreu variação no valor

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial apresentou alta de 0,64% e o produto é negociado a R$ 6,33

A cotação da arroba do boi gordo começou a segunda-feira (10) com alta de 0,27% no preço e o produto é negociado a R$ 149,65 no estado de São Paulo. Em Goiânia, a arroba é vendida à vista a R$ 138. No norte do Mato Grosso, o valor é R$ 130. Já Barretos e Araçatuba, em São Paulo, comercializam a arroba a R$ 149 à vista.

O preço do quilo do frango congelado não sofreu variação e o produto ainda é vendido a R$ 4,57 no estado de São Paulo. Já o preço do frango resfriado também não sofreu variação e a mercadoria ainda é comercializada a R$ 4,58.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial apresentou alta de 0,64% e o produto é negociado a R$ 6,33. Em Minas Gerais, o preço do suíno é de R$ 3,99. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 3,64. Os valores são do Canal Rural e Cepea.

Reportagem – Paulo Henrique Gomes

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Terra de Cultura: Festival de Artesanato é realizado em Carpina/PE. Veja galeria de fotos!

Um deleite de cores, formas e tradição para os olhos de quem visita o I Festival de Artesanato de Carpina e Região, realizado no Largo da Igreja de São Sebastião, no Centro da cidade. O evento teve início no último domingo (09), em uma parceria entre a Associação das Mulheres Artesãs Divina Arte (AMADA), SEBRAE e Prefeitura de Carpina, através de sua Secretaria de Turismo, Cultura e Desporto.

Participam do Festival artesãos e artesãs de Carpina e cidades como Paudalho, Timbaúba, Araçoiaba, Passira, Limoeiro, Feira Nova, Macaparana, Lagoa de Itaenga, Goiana e Salgadinho. Entre a grande variedade de produtos expostos é possível encontrar bonecas de pano, mamulengos, bordados, fantoches, bijuterias, roupas, brinquedos artesanais e quadros em óleo sobre tela, todos divididos em 24 stands.

“Carpina é uma cidade com grande potencial cultural. Vemos isso quando realizamos projetos como este e vemos o engajamento dos artistas, assim como o interesse da população. Nossa meta é desenvolver esse potencial e trazer de volta o brilho da cultura e tradições para nossa cidade”, disse o Secretário Municipal de Turismo, Cultura e Desporto, Samuel Higino.

No primeiro dia, o Bloco Lira de Carpina realizou uma bela apresentação cultural seguida por um desfile de moda com peças confeccionadas pelas rendeiras da AMADA. O festival seguirá até o dia 15 de dezembro, funcionando das 15h às 22h, nos dias de semana, e das 10h às 22h, no sábado, quando será o encerramento.

 

Marcelo Assis  & Rebeka Raelly 

Assessora de Comunicação – Governo de Carpina/PE

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Brasil registra queda de 16% dos casos novos de Aids, segundo Ministério da Saúde

De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, nos últimos quatro anos, além da queda de 16% dos casos novos de Aids, também houve redução de 16,5% na taxa de mortalidade pela doença, passando de 5,7 mortes por 100 mil habitantes, em 2014, para 4,8 óbitos em 2017. Cerca de 73% das novas infecções por HIV ocorreram entre homens, com idades entre 15 e 39 anos. Para o Ministério, a ampliação do acesso à testagem e à redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento da doença são razões para essa redução. E temos muito o que comemorar, não só no Dia Mundial de Luta contra a Aids, neste primeiro de dezembro, como destaca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

“É um momento de conquista, é um momento de avanços na medicina, avanços no tratamento, redução dos óbitos, mas volto a dizer, é um momento de grande reflexão e de um trabalho de consciência como temos feito em várias outras ações.”

De 1980 a junho de 2018, o Brasil registrou mais de 926 mil (926.742) casos de aids, uma média de 40 mil novos registros anualmente, nos últimos cinco anos. O número apresenta desde 2013, quando atingiu o patamar de 43 mil (43.269); já em 2017 foram registrados mais de 37 mil (37.791) casos. O Ministério informou ainda que, a partir de janeiro, um projeto-piloto vai distribuir mais de 400 mil unidades para o autoteste do HIV, em oito capitais, e assim facilitar a descoberta de quem é portador do vírus e iniciar o tratamento o mais rápido possível porque a doença existe e pode matar.

“A grande mensagem: a doença não acabou. Então nós precisamos ter a prevenção. É claro que estamos avançando no tratamento e isso é muito importante, precisamos ter a consciência na nossa população, na nossa sociedade de que cada um precisa se prevenir. A opção é livre, mas só assim é que você vai evitar de contrair a doença.”

A redução significativa se deve em grande parte à garantia de tratamento universal e gratuito na rede pública de saúde brasileira. Atualmente, 92% das 866 mil pessoas em tratamento no país estão com o vírus indetectável no organismo. E fica a dica: o tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, em todo o Brasil. E lembre-se: faça o teste em uma unidade de saúde do seu estado. Use sempre camisinha, conheça as outras formas de prevenção combinada, no SUS, e proteja-se. Trinta anos de Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.

Uma bandeira de histórias e conquistas. Saiba mais em aids.gov.br.

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Encapuzados executam dois militantes do MST na Paraíba

Rodrigo Celestino e José Bernardo da Silva lideravam o acampamento D. José Maria Pires, em Allambra

Velório de Orlando – muita comoção na despedida /Foto: Christian Woa.

Dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram executados a tiros, na noite deste sábado 8 no município de Alhambra, a 45 km da capital da Paraíba. De acordo com testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, criminosos encapuzados invadiram o acampamento do MST Dom José Maria Pires e assassinaram os dois homens enquanto eles estavam jantando.

Segundo o MST, as vítimas eram Rodrigo Celestino e José Bernardo da Silva, este último conhecido como Orlando. Eles foram identificados pelo movimento como coordenadores do acampamento. Para o MST, este fato “evidencia o caráter de crime para intimidar a luta pela terra”. Não há, até o momento, informações oficiais sobre a motivação dos crimes.

A Polícia Militar informou que realizava buscas neste domingo, 9, na tentativa de prender os suspeitos. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

De acordo com a 1ª Companhia da Polícia Militar de Alhambra, foram recolhidas no local as cápsulas de espingarda calibre 16 e de revólver calibre 38. Outros acampados estavam no local, mas os tiros foram direcionados para as duas vítimas, segundo as testemunhas. A Polícia Civil informou que trata o caso como execução, pois os assassinos renderam os dois líderes do MST e mandaram os outros acampados se afastarem antes de iniciarem os disparos.

O acampamento fica na Fazenda Garapu, ocupada pelos sem-terra em julho de 2017. O MST alega que as terras estavam abandonadas. Atualmente, vivem no local 450 famílias dedicadas ao de subsistência.

Os corpos das vítimas passaram por necropsia no Instituto de Criminalística de João Pessoa. O corpo de Silva será sepultado no município de Pari (PB), neste domingo. Ele era irmão de Odilon da Silva, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), também assassinado há 9 anos na Paraíba. O corpo de Celestino será sepultado na capital também neste domingo.

Em nota, o MST pediu a punição dos assassinos dos trabalhadores rurais. “Nestes tempos de angústia e de dúvidas sobre o futuro do Brasil, não podemos deixar os que detêm o poder político e econômico traçar o nosso destino. Portanto, continuamos reafirmando a luta em defesa da terra como central para garantir dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.”

Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados em abril indicam aumento da violência no campo. Em 2017, houve 70 assassinados relacionados a disputas de terra no Brasil, o maior número desde 2003, quando houve 73 mortes. Em 2016, tinham sido registradas 61 e, no ano anterior, 50 mortes.

 

Estadão Conteúdo

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Bolsonaro escolhe Ricardo Salles para Ministério do Meio Ambiente

O ex-secretário de Meio Ambiente de Geraldo Alckmin é réu na Justiça paulista e o 22º ministro do futuro governo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou pelo Twitter neste domingo, 9, o advogado Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente de seu futuro gabinete. Último nome a ser escolhido para o ministério, Salles, de 43 anos, foi secretário estadual do Meio Ambiente do governo de Geraldo Alckmin, entre julho de 2016 e agosto de 2017, e é réu na Justiça de São Paulo por alterações no plano de manejo de área de proteção do Rio Tietê.

O advogado é um dos criadores do Movimento Endireita Brasil (MEB) e concorreu a deputado federal pelo NOVO nas eleições de 2018, mas não se elegeu. Também foi diretor da Sociedade Rural Brasileira (SRB), entidade em permanente atrito com os círculos ambientalistas. Salles também tentou se eleger, pelo então PP, hoje chamado Progressistas, a deputado estadual em 2010. Não obteve os votos necessários.

Em novembro de 2017, Salles foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por prática de improbidade administrativa. De acordo com o MP, ele teria modificado mapas de zoneamento do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Várzea do Rio Tietê para beneficiar empresas. Ele também foi investigado pelo MP estadual por intermediar processos administrativos , supostamente ilícitos, na Junta Comercial de São Paulo.

Para a revista Globo Rural, Salles disse que obteve duas liminares na Justiça em seu favor. Ele insistiu ter agido corretamente ao ter adotado medidas necessarias no plano de manejo da APA.

Sua nomeação vinha sendo defendida pelas entidades ruralistas, entre as quais a SRB. Mas foi duramente criticada pelo Observatório do Clima, uma coalizão de organizações dedicadas às questões ambientais e de mudança do clima, em nota publicada em seu portal. Para o Observatório, o presidente eleito e o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, “ciosos de um gabinete de probos, precisarão explicar a seus eleitores” a escolha de Salles.

“Ao nomeá-lo, Bolsonaro faz exatamente o que prometeu na campanha e o que planejou desde o início: subordinar o Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura. Se por um lado contorna o desgaste que poderia ter com a extinção formal da pasta, por outro garante que o MMA deixará de ser, pela primeira vez desde sua criação, em 1992, uma estrutura independente na Esplanada”, afirmou.

“Seu ministro será um ajudante de ordens da ministra da Agricultura. O ruralismo ideológico, assim, compromete o agronegócio moderno – que vai pagar o preço quando mercados se fecharem para nossas commodities.”

Esplanada

Durante sua campanha, o presidente eleito afirmou que cortaria o número de pastas a 15, “no máximo”. Não cumpriu: Salles é o 22º ministro anunciado. Após discussões sobre uma possível fusão entre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, rejeitada tanto ambientalistas quanto por setores do agronegócio — desagradou de Gisele Bundchen a Blairo Maggi –, o pesselista passou a procurar um nome que não fosse, em suas palavras, “xiita”. Xico Graziano, agrônomo e ex-deputado pelo PSDB, e o diretor da Embrapa Evaristo de Miranda foram alguns dos nomes cogitados.

Desafios

Comandando a pasta, Ricardo Salles terá inúmeros desafios, especialmente o crescente desmatamento da Amazônia. Levantamento do governo divulgado em 24 de novembro mostrou que no último ano, 7.900 quilômetros quadrados de floresta amazônica foram destruídos. O aumento foi de 13,7%, em apenas um ano.

Na ocasião, os estados que apresentaram os índices mais elevados de desmatamento foram: Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.

O futuro ministro terá igualmente de lidar coma já anunciada decisão do governo brasileiro, por ordem antecipada de Bolsonaro, de não mais sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de 2018, a COP-25. O presidente eleito já defendeu a retirada do Brasil do Acordo de Paris, o conjunto de compromissos assinado em 2016 para evitar que a temperatura do planeta suba mais de 2 graus Celsius até o final do século, em relação ao nível da era pré-industrial. O Brasil destacou-se na elaboração desse texto.

 

Fonte: Veja