Cabo Edvaldo é condenado a 31 anos de prisão pela morte de Rebeca Cristina

porpjbarreto

Cabo Edvaldo é condenado a 31 anos de prisão pela morte de Rebeca Cristina

Edvaldo Soares da Silva, conhecido como ‘Cabo Edvaldo’, acusado de matar sua ex-enteada, a jovem Rebeca Cristina Alves Simões, foi condenado a 31 anos de prisão em regime fechado. A sentença foi conhecida por volta das 23 horas e 30 minutos da noite da última quinta-feira (28/02/2019), depois de aproximadamente 15 horas de julgamento. O ex-padrasto da adolescente responderá pela morte e co-autoria no estupro da estudante cometido no ano de 2011, em João Pessoa/PB. A condenação corresponde a 10 anos de reclusão pela co-autoria pelo crime de estupro qualificado e a 21 anos pelo crime de homicídio qualificado.

No dia 11 de julho de 2011, o corpo de Rebeca foi encontrado na mata de Jacarapé, às 14h30. À época do crime, Rebeca tinha apenas 15 anos. Ela foi estuprada e assassinada no trajeto entre sua casa e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. Segundo o processo, o Cabo Edvaldo estaria acompanhado de um indivíduo ainda não identificado, quando, em tese, teria praticado os crimes.

Os motivos do crime, segundo a denúncia do Ministério Público, estariam consubstanciados pelo perfil psicológico do réu, voltado à prática de crimes sexuais e pelo fato de ter a vítima descoberto que o Cabo Edvaldo mantinha ligações homossexuais com um homem cuja identidade não foi revelada. “A vítima foi assassinada sem nenhuma chance de defesa, em forma de execução sumária, com um tiro na região occipital, após sofrer estupro”, diz parte da denúncia do MP, recebida pelo juiz, que, na época, decretou a prisão preventiva do réu, em garantia da ordem pública e da segurança da instrução criminal.

Choro – Em depoimento, Edvaldo chegou a chorar e alegou que estava sendo acusado como “bode expiatório” para “dar satisfação à sociedade” e que nenhum investigador queria continuar com o caso. Edvaldo falou ainda que tratava Rebeca como filha. “Era relação de pai e filha. Eu procurava exercer o papel de provedor do lar”, disse Edvaldo.

Para a mãe de Rebeca, Thereza Cristina, a justiça foi feita. “Minha filha agora pode descansar. A justiça foi feita. Eu só tenho que agradecer a todos”, declarou após o encerramento do júri popular de Edvaldo Soares.

 

Com ParaíbaJá

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